Carro foi liberado por PMs apesar dos danos evidentes e da ausência da placa
Foto: Paulo Vitor/Agência Estado
- Mariana Canedo
- Direto do Rio de Janeiro
O secretário de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, destacou, nesta quarta-feira, a importância do trabalho da Polícia Militar para a segurança da cidade. Ele relativizou a ação dos PMs que aceitaram propina para liberar o carro que atropelou Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, afirmando que estes são "frutos podres" na corporação.
"Não podemos pensar excessivamente em função de uma ação. Fico triste pelos frutos podres. No ano passado, punimos mais de 300 PMs acusados de irregularidades", disse. Beltrame falou também que é necessário que "as corregedorias não sejam apenas reativas, mas investigativas".
Durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Andaraí, zona norte da capital, ele disse que "não há solução mágica para resolver a violência no Rio". Em relação ao ocorrido com o menino Wesley, de 11 anos, morto por uma bala perdida dentro da sala de aula em um Ciep, há duas semanas, o secretário preferiu destacar o trabalho preventivo. "Quem sabe quantos Cieps e vidas já salvamos com as instalações de UPPs? A polícia veio e vai ficar", disse.
Caso Rafael
Mascarenhas foi atropelado em uma área interditada do túnel Acústico, quando andava de skate. Um Fiat Siena, conduzido por Rafael Bussamra, fez o retorno proibido e, em alta velocidade, atropelou o músico. Bussaram alega que foi extorquido pelos PMs, que receberam R$ 1 mil para liberar seu carro, apesar dos danos ao capô, ao parachoque e ao para-brisa.
- Especial para Terra

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