Coronel afirmou que corporação aplicará punições internas além da expulsão
Foto: Fellippo Brando/Futura Press
- Mariana Canedo
- Direto do Rio de Janeiro
O Comandante Geral da Polícia Militar do Rio, coronel Mario Sérgio de Brito Duarte, afirmou nesta quarta-feira que a atitude dos dois policiais que teriam aceitado propina para liberar atropelador de Rafael Mascarenhas foi "um ato criminoso" e que justifica a expulsão. Rafael Bussamra admitiu ter atropelado o filho da atriz Cissa Guimarães quando ambos circulavam em área interditada do túnel Acústico.
"A atitude foi absolutamente irregular. Um fato característico de expulsão, sim", disse o coronel que inaugurou nesta manhã a Unidade de Polícia Pacificadora do Andaraí. "Eles serão submetidos não apenas a um processo penal militar, mas também à Justiça Disciplinar. O caso é muito grave e pretendemos resolver o mais breve possível", afirmou. Os PMs tiveram prisão preventiva decretada na terça-feira e já se encontram detidos pela Justiça Militar.
Mascarenhas andava de skate na pista sentido Gávea do túnel Acústico, que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do túnel Zuzu Angel quando foi atropelado por um Fiat Siena. Bussamra, que dirigia o veículo, admitiu ter feito o retorno ilegal para comprar um lanche, mas testemunhas dizem que ele fazia um "pega" com um Honda Civic.
Na versão de Bussamra, os PMs teriam solicitado a ele que entrasse na viatura policial. Eles teriam circulado pelo bairro Jardim Botânico até o local marcado para encontrar o pai do atropelador, Roberto Bussamra. A dupla teria pedido dinheiro ao pai de Rafael, dizendo que "prestaram um bom serviço" ao jovem tirando o veículo do local e limpando a cena do atropelamento. Após dar R$ 1 mil os policiais, o empresário teria se negado a pagar o restante do dinheiro combinado, valor que a família afirma ser de R$ 10 mil.
- Especial para Terra

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