Suzane foi condenada a 38 anos
Foto: Denny Cesare/Futura Press
A 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté (SP) negou nesta terça-feira a transferência de Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, para um centro de ressocialização. Atualmente, ela cumpre pena em uma penitenciária feminina em Tremembé. Na segunda-feira, o Ministério Público havia emitido um parecer favorável ao pedido da defesa de Suzane.
"O fato da detenta apresentar bom comportamento carcerário, por si só, não lhe confere direito à pretendida transferência, já que para tanto outros requisitos são necessários", disse a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani em sua decisão. Ela cita uma resolução da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de 14 de setembro de 2009 que determina que presos com penas inferiores a 10 anos podem ir para os centros. A pena de Suzane é de 38 anos.
A juíza não aceitou o argumento da defesa de que Suzane sofre constrangimento ilegal por estar em uma unidade prisional "incompatível com sua aptidão". Para Sueli, não há violência ou coação na liberdade de locomoção de Suzane.
Sobre a condenada ter ido a um centro Rio Claro em 2006, a juíza disse: "(...) pouco importa já tenha a sentenciada estado em um centro de ressocialização no passado, eis que tal circunstância não altera o texto de lei atualmente em vigor, não modifica a situação fática tampouco legitima o pedido". Na época, Suzane foi transferida do centro após receber ameaças de outras presas.
O caso
Em outubro de 2002, o casal Manfred e Marísia von Richtofen foi encontrado morto em sua mansão em São Paulo. Uma semana depois, a filha do casal, Suzane Von Richtofen, na época com 18 anos, confessou envolvimento no crime. Pouco tempo depois, o namorado de Suzane na época, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Christian, também foram presos e confessaram terem matado o casal com golpes de barra de ferro. Os três planejaram o assassinato para que Suzane ficasse com a herança dos pais.
Em 2006, após quase 56 horas de julgamento, os três foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado em regime fechado. A soma total das penas chegou a 115 anos de reclusão.
- Redação Terra

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