O cabo Marcelo Bigon deixou a prisão administrativa no 23º BPM (Leblon) às 17h desta terça-feira. O PM, junto com o sargento Marcelo Leal Martins, é acusado pelo engenheiro Roberto Bussamra de ter cobrado propina para liberar o filho dele, Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado e matado o filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, 18 anos, na madrugada do dia 20 de julho, no túnel Acústico, na zona sul do Rio de Janeiro.
Caso a juíza da auditoria militar não defira o pedido de prisão preventiva que a Polícia Militar fez, o sargento Marcelo Leal Martins também deve ser liberado nesta quarta-feira, às 17h.
O empresário Roberto Bussamra e o filho, Rafael, deverão ser indiciados por corrupção. Rafael responderá ainda por homicídio culposo (sem intenção). A Polícia Militar pedirá a quebra do sigilo telefônico dos agentes para saber se eles conversaram com alguém quando abordaram o jovem, na madrugada de terça passada, dia do acidente.
A polícia também não descarta a hipótese de também indiciar por corrupção Guilherme Bussamra, irmão de Rafael, que foi com o pai levar R$ 1 mil para os policiais. "Ao fim do inquérito outras pessoas podem ser indiciadas", disse a delegada titular da 15ª DP (Gávea), Bárbara Lomba.
A PM quer saber com quem os policiais conversaram quando abordaram Rafael, como ele contou em novo depoimento na 15ª DP (Gávea), nesta segunda-feira. Ele disse que o sargento Marcelo Leal de Souza e o cabo Marcelo Bigon se comunicaram com alguém. Segundo o rapaz, a dupla chegou ao local quando a vítima estava lá, mas sequer verificou qual era o estado de saúde do músico e se ateve só aos ocupantes dos carros, o Siena envolvido no acidente e o Honda Civic de um amigo de Bussamra.

- O Dia - © Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.

Assista agora »
Assista agora »