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 Caso Rafael: corregedoria pede prisão preventiva de PMs
26 de julho de 2010 12h00 atualizado às 12h06

 Policial faz perícia no carro que atropelou Rafael Mascarenhas. Foto: Paulo Vitor/Agência Estado

Policial faz perícia no carro que atropelou Rafael Mascarenhas
Foto: Paulo Vitor/Agência Estado

Em reunião com o Ministério Público na manhã desta segunda-feira, a delegada Ana Paula Barros, da corregedoria da Polícia Militar (PM) do Rio, pediu a prisão preventiva dos dois soldados que liberaram Rafael Bussamra mediante suposto pagamento de propina, após ele atropelar Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Os dois cumprem prisão administrativa.

O juiz Alberto Fraga já havia vetado um pedido de prisão dos PMs e disse que não havia indícios e provas para embasar a custódia tutelar. Além disso, os policiais não possuem antecedentes criminais e "há anos integram a corporação militar, o que permite concluir pela ausência de sua periculosidade", afirmou o juiz na sentença.

O comandante geral da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, havia pedido na noite de sexta-feira a prisão preventiva dos policiais após tomar conhecimento do depoimento de Roberto Bussamra, pai do atropelador. Ele afirmou em depoimento na delegacia que pagou R$ 1 mil para que o cabo e um sargento liberassem seu filho após o acidente.

A prisão dos policiais foi determinada após Roberto Bussamra, pai do atropelador, prestar depoimento. Ele disse que os PMs que liberaram o Siena de seu filho pediram R$ 10 mil de propina e combinaram de receber o dinheiro depois, na praça Mauá, centro do Rio. O empresário acompanhou o filho no momento do pagamento.

Mascarenhas andava de skate na pista sentido Gávea do túnel Acústico, que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do túnel Zuzu Angel quando foi atropelado pelo Siena. Bussamra admitiu ter feito o retorno ilegal para comprar um lanche, mas testemunhas dizem que ele fazia um "pega" com um Honda Civic.

Redação Terra