Avaliada em R$ 1 milhão, tela foi furtada do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Olinda
Foto: Reprodução
O quadro Enterro de Cândido Portinari, furtado há uma semana do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Olinda, em Pernambuco, entrou para a lista de obras procuradas pela Interpol. Autoridades policiais dos 188 países onde a organização atua terão acesso a informações detalhadas da tela avaliada em R$ 1 milhão, o que deve ajudar nas investigações.
No último dia 14, uma funcionária do museu deu falta do quadro, por volta das 17h30, quando fechava o local. Segundo a polícia, ela fechava uma das janelas do museu quando a moldura da obra caiu em cima dela. O suspeito teria tirado a tela e escondido a moldura por trás da janela.
Segundo as investigações, que vêm sendo feitas pela Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Federal, a pista mais próxima obtida até o momento são impressões digitais encontradas em um rolo de fita, semelhante ao usado pelo museu para demarcar a distância do visitante à obra - que teria sido usado pelo ladrão para prender a moldura atrás da janela. Nesta sexta-feira, foram tiradas as impressões digitais de todos os funcionários do museu. A polícia está ainda identificando as pessoas que assinaram o livro de visitas no dia em que a funcionária deu falta do quadro.
O MAC, que permanece fechado até o fim das investigações, tem vigilância 24h, mas não conta com câmeras de segurança. Segundo a diretora Célia Labanca, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que administra o museu, providencia um sistema de segurança para o local para ser instalado assim que ele for reaberto, além de três monitores com curso superior para orientar as pessoas durante a visita.
- Redação Terra

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