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 AM é o único Estado onde desmatamento cresceu, diz ministério
22 de julho de 2010 18h52 atualizado às 20h00

Evie Gonçalves
Direto de Brasília

Os dados relativos ao monitoramento do desmatamento na Amazônia Legal, divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente, apontaram que todos os Estados da região norte diminuíram o ritmo de derrubada da floresta. A exceção foi o Amazonas, onde o desmatamento cresceu 6% entre a recente análise e a feita no ano anterior.

O ministério considera dados coletados entre agosto de um ano e maio do ano seguinte. Assim, no período entre agosto de 2009 e maio de 2010, a redução média do desmatamento nacional foi 47% em relação a tomada anterior de informações. Mato Grosso e Pará, Estados que normalmente desmatam áreas maiores, diminuíram o ritmo em 51% e 48%, respectivamente.

Quando comparados os dados isolados dos meses de maio de 2009 e maio de 2010, observa-se uma redução no desmatamento de 11%, segundo o ministério. Em maio do ano passado, a Amazônia brasileira perdeu uma área de 123 km², e no mesmo mês deste ano, a cobertura florestal foi reduzida em 109 km².

Segundo a ministra Isabela Teixeira, os dados podem ser considerados mais positivos porque a visibilidade da região foi melhor neste ano. Em maio de 2009 as nuvens cobriam 62% da floresta, mas neste ano a cobertura foi de 45%. "A partir do ano que vem, nós vamos trabalhar com uma nova tecnologia, que vai eliminar a influência das nuvens nos dados", disse ela.

O ministério também divulgou dados de desmatamento em outros biomas, como Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Entre 2002 e 2008, o cerrado foi o que mais desmatou: 4% da área total do bioma foi extraída, o que representa uma área retirada de 85 mil km². Em segundo lugar está a Caatinga, seguida do Pantanal, Amazônia e Pampa, com 1,23% de área desmatada no período.

"O problema extrapola a Amazônia. O cerrado deve ser o nosso principal desafio a partir de agora. O presidente Lula deve editar um decreto para a consolidação de políticas que começam na Amazônia e terminam no Cerrado", afirmou Isabela Teixeira.

Especial para Terra