A defesa do advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza se preocupa em apontar novas linhas de investigação para o caso de Mércia Nakashima, encontrada morta no dia 11 de junho, depois do último depoimento de Mizael, terça-feira, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo. De acordo com Ivon Ribeiro, um dos advogados do suspeito, o carro de Mércia, na época um Xsara, foi depredado no estacionamento do prédio do irmão dela, entre dezembro e janeiro deste ano. "Se tenho o carro depredado é porque alguém não gosta de mim", disse Ivon. Ele afirma que o fato está sendo ignorado pela polícia.
Segundo o advogado, no dia do ocorrido foi gerado um boletim de ocorrência. Ivon disse ainda que Mércia ligou para Mizael, pendido que a acompanhasse na realização do B.O. "Estamos levantando esse boletim", disse.
A defesa também disse que no dia do depoimento, foram colocadas informações de que a advogada foi vista em um ponto de tráfico de drogas em Guarulhos, antes de desaparecer. "Não estou dizendo que Mércia era usuária. Mizael mesmo disse que ela nunca teve nada com drogas, mas essa informação tem que ser investigada".
O caso
A advogada, de 28 anos, desapareceu em 23 de maio e foi encontrada morta no dia 11 de junho em uma represa. A polícia ainda investiga se Mércia foi mantida em cativeiro antes de ser assassinada. Testemunhas afirmam ter visto a vítima ao lado do ex-namorado, Mizael Bispo, nas proximidades de uma favela, na periferia de Guarulhos.
Mizael, que também é advogado, e o vigilante Evandro Bezerra da Silva são considerados os principais suspeitos pelo assassinato. Silva está preso desde o dia 9 de julho. Na semana passada, a Justiça de Guarulhos negou o pedido de prisão temporária de Mizael.
- Redação Terra



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