O quadro "Enterro" de Cândido Portinari foi furtado do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Olinda, em Pernambuco
Foto: Reprodução
- Ana Lima Freitas
- Direto do Recife
A Polícia Civil de Pernambuco divulgou na tarde desta sexta-feira que já tem pistas dos suspeitos do furto da obra Enterro de Cândido Portinari, retirado na última quarta-feira do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), em Olinda. De acordo com o diretor do Instituto Tavares Buril, Jandir Carneiro Leão, foram identificadas marcas de impressões digitais em um fita utilizada para colar a moldura do quadro na janela do museu. "Não era nem uma fita adesiva, era aquelas vermelhas, usadas para marcar o chão. Os ladrões tiraram o quadro e colaram a moldura vazia atrás de uma das janelas, provavelmente para retardar o descobrimento do furto", disse Jandir Carneiro.
O próximo passo é classificar esses fragmentos de digitais e identificar se são todos da mesma pessoa ou não, antes de começar a comparar com os visitantes que estiveram no museu no dia do crime. Em 48 horas será possível averiguar se os fragmentos de digitais correspondem ao manuseio de uma ou mais pessoas. A Polícia Civil informou ainda que pretende acessar dados da Polícia Federal para tentar confrontar com digitais de suspeitos de outras localidades.
Entre as pessoas que visitaram o MAC, três turistas do Rio Grande do Sul são especialmente suspeitos. "A ação foi visivelmente realizada por uma quadrilha especializada em obras de arte. No último furto envolvendo trabalho de Portinari, no Masp - em dezembro de 2007 - estavam envolvidos integrantes do mesmo Estado. Além disso eles foram os únicos que passaram um tempo considerável no andar superior, sozinhos com a obra", disse o delegado Manuel Martins, da Delegacia de Roubos e Furtos.
- Especial para Terra

Assista agora »
Assista agora »