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 Lula compara libertações em Cuba com sua própria, em 1980
14 de julho de 2010 15h41 atualizado às 17h26

Presidente Lula assiste a uma conferência com representantes da União Europeia em Brasília. Foto: Reuters

Presidente Lula assiste a uma conferência com representantes da União Europeia em Brasília
Foto: Reuters

Tatiana Damasceno
Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante a reunião de cúpula Brasil-União Europeia, nesta quarta-feira, que ficou feliz com a libertação dos presos políticos cubanos após acordo de Havana com a Igreja Católica.

"Eu fiquei tão feliz que os cubanos soltaram os presos como eu fiquei feliz quando fui solto da cadeia em maio de 1980. E Deus queira que todos os países soltem os presos que são considerados presos políticos", disse o presidente.

Lula elogiou os que tentam libertar prisioneiros políticos no mundo. "Parabéns para a Igreja Católica da Espanha, parabéns ao governo cubano e parabéns a todos que lutarem para liberar algum preso político no mundo", afirmou.

O presidente também respondeu sobre a atuação do Brasil em outros países que ainda mantém presos políticos. "Nós acabamos de fazer com que houvesse a libertação de uma francesa que estava presa em Teerã, no mesmo dia pedimos ao governo do Irã que levasse em conta a liberação de três americanos que estão presos lá, ou seja, sempre que a gente puder a gente vai pedindo. Agora, é importante lembrar que essas coisas, se a gente tentar fazer pirotecnia, a gente não libera e a gente agrava a situação de cada uma das pessoas", disse.

Na mesma entrevista coletiva, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou que a UE espera a libertação de todos os presos políticos em Cuba e que essa é uma das condições para normalizar as relações com o Governo cubano.

"Acompanhamos todos os esforços e esperamos que permitam a libertação de todos os presos políticos", afirmou Durão Barroso.

O presidente da Comissão Europeia disse que a UE pretende manter abertos seus canais de diálogo, "mas é essencial que Cuba respeite os direitos humanos".

A libertação dos presos políticos é uma "condição importante para normalizar nossa relação com Cuba", disse.

Com informações adicionais da agência EFE

Especial para Terra