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Mãe de Eliza diz que torce para neto não ser filho de Bruno

10 de julho de 2010 11h53 atualizado às 14h28

A mãe de Elisa Samudio, Sonia Fátima Moura, desembarcou na noite de ontem no Aeroporto Internacional de Campo Grande, MS, com o neto, suposto filho do .... Foto: Futura Press

A mãe de Elisa Samudio, Sonia Fátima Moura, desembarcou na noite de ontem no Aeroporto Internacional de Campo Grande, MS, com o neto, suposto filho do goleiro Bruno
Foto: Futura Press

Celso Bejarano
Direto de Campo Grande

A sitiante Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, disse que torce para que o neto de cinco meses não seja filho do goleiro Bruno, do Flamengo, com quem a filha teve um caso e teria sido morta a mando do atleta. Eliza sumiu no dia 4 e o jogador está preso desde quinta-feira por suposta participação no crime.

Sônia conquistou a guarda da criança no meio da semana e chegou ontem à noite em Campo Grande (MS). O menino está com broncopneumonia e vai receber tratamento médico nos próximos quatro dias, segundo a avó. Depois disso ela segue com o neto para o sítio, em Anhanduí, onde pretende criar o menino.

A avó disse que não quer pedir pensão alimentícia do jogador e que vai torcer para que o exame que indica a paternidade da criança seja negativo, isto é, que o goleiro, a quem ela chamou de "monstro", não seja o pai de seu neto.

"Agora ganhei um filho-neto, uma criança tranquila e risonha, um pedaço da minha filha, eu vou lutar pela guarda definitiva dele", disse ela assim que chegou na cidade.

Ela está com a criança por força de uma medida judicial provisória. Antes, o menino estava em Foz do Iguaçu (PR) com o avô, Luiz Carlos Samudio, que perdeu a guarda devido ao seu histórico criminal. De acordo com processo judicial que corre na cidade onde mora, ele teria abusado de uma menina de dez anos de idade, sua filha. Essa criança, ainda de acordo com o processo, nasceu por meio de uma relação de Samudio com a cunhada dele.

Sônia Moura disse ao Terra, na semana passada, que viveu com Samudio em Foz do Iguaçu por um ano. Ela afirmou que era agredida com frequência pelo marido e quando se separou não pôde ficar com a filha Eliza.

Dali ela mudou-se para Mato Grosso do Sul e se comunicava com a filha por telefone. Quando a menina completou dez anos, ela morou em Campo Grande com a mãe por um ano, tendo retornado depois para a casa do pai.

Sônia viajou esta semana para Minas Gerais, onde a polícia investiga o desaparecimento de Eliza. Ela disse que acreditava que a filha poderia estar viva, mas "perdeu a esperança" desde a prisão do goleiro. "Agora é tocar a vida e cuidar dessa criança, um pedaço de minha filha", disse. A avó disse que vai manter o nome do bebê, o mesmo do goleiro, que ainda não fez o exame de DNA para comprovar a paternidade da criança.

Especial para Terra