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 Polícia usa cães farejadores em busca por Eliza em casa em MG
07 de julho de 2010 18h12 atualizado às 19h53

Policias civis fazem buscas em uma residência em Vespasiano (MG). Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press

Policias civis fazem buscas em uma residência em Vespasiano (MG)
Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press

Ney Rubens
Direto de Minas Gerais

A polícia de Minas Gerais começou, no início da noite desta quarta-feira, a escavar na área externa de uma casa em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde estariam os restos mortais que podem ser da estudante Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo. Dois cães farejadores chegaram no local por volta das 19h.

Desde o início da tarde, cerca de 20 homens faziam buscas dentro da residência, de ex-PM que seria amigo e segurança do jogador. Quatro buracos foram feitos em pontos diferentes do terreno. Além disso, roupas, que a policia não quis dizer se são femininas, foram apreendidas pela perícia na casa, segundo informações do tenente coronel João Luiz Ramos, dos bombeiros, e delegado Wagner Pinto, chefe da Delegacia de Homicidios de Belo Horizonte.

Os bombeiros instalaram um gerador para iluminar a área e permitir o trabalho de busca à noite. Eles procuram em um espaço ao lado de uma escada, entre a garagem e a casa. Para entrarem na casa, os policiais civis, policiais militares e bombeiros que participam da operação tiveram que aguardar a retirada de pelo menos seis cães do local - alguns seriam da raça rotweiller.

Na terça-feira, um adolescente de 17 anos foi apreendido na casa do goleiro, no Rio de Janeiro. Em depoimento, ele confessou ter agredido Eliza e afirmou que ela está morta. Nesta manhã, a Justiça de Contagem (MG) decretou a prisão temporária de Bruno e mais seis suspeitos de envolvimento no desaparecimento da estudante, além da apreensão do menor.

No fim da tarde de hoje, o jogador e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, se entregaram à polícia no Rio de Janeiro.

O caso
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade.

Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

O goleiro do Flamengo e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.

Especial para Terra
  1. Policias civis fazem buscas por Eliza Samúdio em uma residência em Vespasiano (MG)

    Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press

  2. O adolescente apreendido na casa de Bruno participou das operações

    Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press

  3. A casa foi cercada no início da tarde desta quarta-feira

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  4. O carro do suposto dono da casa foi apreendido

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  5. Cães farejadores foram usados nas buscas

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  6. A substância luminol foi usada para procurar manchas no carro

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  7. A perícia encontrou manchas que podem ser sangue no porta-malas

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

  8. Um dos cães da raça rottweiler foi apreendido pela "carrocinha"

    Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

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