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 Chuva: Força Nacional vai a cidade de AL para evitar saques
30 de junho de 2010 21h10 atualizado às 21h23

Desabrigados do município de Murici (AL) formam fila para receber donativos. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Desabrigados do município de Murici (AL) formam fila para receber donativos
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Para conter tumultos e saques aos donativo que estão sendo mandados para o município alagoano de Jacuípe (a 140 km de Maceió) foi enviada nesta quarta-feira uma tropa de militares da Força Nacional de Segurança.

Ontem, as vítimas das enchentes e a população pobre do município invadiram a área de pouso do helicóptero do Exército que tem levado comida, água, medicamento e outros donativos para a região. Por medida de segurança, a aeronave não aterrissou no campo de futebol para fazer a distribuição dos mantimentos.

O coordenador da tropa em Jacuípe, sargento Jairo de Góis, disse à Agência Brasil que os militares irão conter o avanço dos flagelados e também patrulhar a cidade à noite para evitar saques e pequenos furtos.

O contingente da Força Nacional de Segurança que foi deslocado para Alagoas e Pernambuco após a enxurrada ocorrida há 14 dias tem trabalhado para manter a ordem e evitar saques a estabelecimentos comerciais e a casas atingidas pelas chuvas.

Os estragos da chuva
Segundo o balanço da Secretaria Nacional de Defesa Civil divulgado nesta quarta-feira, em Alagoas foram destruídas ou danificadas 19.164 casas, além de 200 km de estradas. Em Pernambuco, foram 4.478 km de estradas danificados, 142 pontes destruídas e 14.136 casas destruídas ou danificadas.

Em Alagoas houve 37 mortes, 26.618 pessoas estão desabrigadas (perderam suas casas e dependem de abrigos públicos) e 47.897, desalojadas (fora de casa, hospedadas por amigos ou parentes). Em Pernambuco, 20 pessoas morreram, 26.966 estão desabrigadas e 55.643 desalojadas. No Estado de Alagoas, quatro municípios decretaram situação de emergência, e 15, estado de calamidade pública. Em Pernambuco, 27 decretaram situação de emergência e 12 estão em estado de calamidade pública.

Agência Brasil