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 STF nega habeas a homem atacou casal e matou jovem no PR
22 de junho de 2010 21h36 atualizado às 22h09

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de habeas-corpus de Juarez Ferreira Pinto, condenado em primeira instância como autor do que ficou conhecido como o Crime do Morro do Boi. Os fatos ocorreram em janeiro de 2009, ocasião em que Juarez teria assassinado um estudante e agredido e violentado a namorada do rapaz, quando o casal fazia trilha em região próxima a uma praia turística, no Paraná.

A defesa pretendia afastar a prisão preventiva, que foi decretada durante a instrução processual e mantida depois que Juarez foi condenado. Para o advogado de defesa, os fundamentos da custódia de seu cliente, garantia da ordem pública e a comoção causada pelo crime, estariam na contramão da jurisprudência do STF. Ele contestava decisão liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou pedido idêntico feito àquela corte.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio, já havia negado o pedido de liminar, mas ao analisar o mérito do habeas-corpus, na tarde desta terça-feira, votou pela concessão da ordem. Para ele, ao proferir a sentença, o juiz sentenciante pode manter a prisão preventiva, desde que fundamente sua decisão com base nos requisitos listados no artigo 312 do Código de Processo Penal. Segundo o relator, a gravidade da imputação não pode ser usada para respaldar a custódia preventiva.

Divergência
Os demais ministros da Primeira Turma, contudo, divergiram do relator, votando pelo arquivamento do processo, sem análise do mérito. Para os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ayres Britto e Ricardo Lewandowski, não foi possível verificar, no caso, ilegalidades extremas que permitissem flexibilizar a aplicação da Súmula 691 do STF. O verbete estabelece que "não compete ao STF conhecer de habeas-corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas-corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar".

O caso
No dia 31 de janeiro de 2009, Juarez atraiu o casal de namorados Osíris Del Corso e Monik Pergorari Lima até uma trilha na Praia dos Amores, município de Matinhos. No local, ele abusou da jovem de 23 anos e matou o rapaz de 22, que foi atingido no peito ao tentar defendê-la. Monik também foi baleada duas vezes e ficou paraplégica. Juarez foi condenado a 65 anos e 5 meses de prisão por latrocínio, tentativa de latrocínio e atentado violento ao pudor.

Redação Terra