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 Justiça mantém absolvição de PM acusado de matar jovem em boate
22 de junho de 2010 17h39 atualizado às 17h49

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negaram, na tarde desta terça-feira, por maioria de votos, o recurso de apelação interposto pela designer Daniela Duque contra sentença que absolveu o policial militar Marcos Parreira do Carmo no fim do ano passado. O PM, que foi absolvido em dois julgamentos realizados no 3º Tribunal do Júri da capital, era acusado pela morte do estudante Daniel Duque, 18 anos, ocorrida em frente à boate Baronetti, na zona sul da cidade, em junho de 2008.

De acordo com os advogados de Daniela Duque, que atua como assistente de acusação no caso, o julgamento deveria ser anulado porque o promotor Marcelo Rocha Monteiro estaria impedido de atuar no processo, em razão de uma suposta inimizade existente entre eles. Daniela ainda acusou o promotor de ter agido em prol do PM com mais veemência do que o próprio advogado de defesa.

O argumento, contudo, não convenceu os magistrados. Segundo o relator da ação, desembargador Paulo Rangel, o assistente de acusação só poderia recorrer caso ficasse comprovada a inércia do Ministério Público, o que, de fato não ocorreu.

"O assistente só poderá agir no lugar do Ministério Público caso ele deixe de fazer seu trabalho. No caso em tela, o promotor pediu a absolvição do réu por acreditar que ele agiu em legítima defesa. Não houve inércia do MP. Por isso, não conheço o recurso por ausência de regularidade formal", disse o magistrado.

Redação Terra