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 Apenas 11% dos brasileiros confiam nos políticos, diz estudo
09 de junho de 2010 12h34 atualizado às 12h58

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Gfk mostra que a confiança da população nos políticos continua em queda no Brasil. Apenas 11% dos brasileiros dizem confiar nos políticos. Em 2009, o índice era de 16%. A média global era 18% e agora está em 14%.

A pesquisa mediu o nível de confiança da população em 20 profissões e organizações no Brasil, em alguns países da Europa, na Turquia, nos EUA, na Colômbia e na Índia. O nível de confiança na classe política é maior na Índia, onde 29% dos entrevistados afirmaram confiar nos políticos. Em 2009, este índice era de 7%.

O estudo mostrou ainda que, pelo segundo ano consecutivo, os bombeiros são apontados como os profissionais mais confiáveis, com 98% das menções entre os brasileiros e 94% entre as populações do resto do mundo.

Apesar de os bombeiros terem credibilidade entre os brasileiros, os policiais militares, profissionais da mesma corporação, ficaram entre os menos confiáveis, na 15ª colocação, com 51%.

No entanto, nos outros países consultados, os policiais estão na quinta posição, com 75% da confiança da população, um aumento de 14% em relação ao ano passado. São também vistos com desconfiança pelos brasileiros os executivos de bancos (47%) e os sindicatos (50%).

Os carteiros, com 92%, conquistaram o 2ª lugar no País, seguidos dos professores dos ensinos fundamental e médio e dos médicos, que empataram em terceiro lugar, com 87%. Nos outros países, também houve empate entre os professores e os médicos, com média de 84% de confiança, na segunda posição. Em terceiro ficaram os carteiros, com 82% de confiança.

O Exército, que no ano passado estava entre as três primeiras categorias na avaliação internacional, este ano caiu uma posição, com 81% do índice de confiança. No Brasil, a organização subiu da sexta para a quarta posição, com 84%.

A pesquisa ouviu 18,8 mil pessoas, sendo mil no Brasil, entre os dias 6 e 29 de março, com idades acima de 18 anos.

Redação Terra