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 Mãe de delegado morto em entrevista na BA pede justiça
01 de junho de 2010 17h18 atualizado às 18h02

Clayton Leão era delegado titular da 18ª delegacia de Camaçari. Foto: Eloi Correa/Ag A Tarde/Futura Press

Clayton Leão era delegado titular da 18ª delegacia de Camaçari
Foto: Eloi Correa/Ag A Tarde/Futura Press

Familiares, amigos e colegas de profissão do delegado Clayton Leão, 35 anos, participaram da missa de sétimo dia do titular da 18ª CP, em Camaçari. A cerimônia, marcada pela emoção dos presentes, foi realizada na Igreja de Nossa Senhora da Luz, na Pituba, em Salvador. Clayton Leão foi assassinado na última quarta-feira enquanto dava uma entrevista ao vivo para uma emissora de rádio, em Camaçari.

Durante a missa, a mãe do delegado clamou para que a polícia investigue o crime e não o deixe sem resposta. O tio de Clayton, João Chaves, que em outras ocasiões disse não acreditar na versão de tentativa de assalto seguida de morte, preferiu não comentar e apenas disse que vai aguardar que a "justiça faça seu trabalho".

O delegado Cleandro Pimenta, que preside o caso, disse que continua trabalhando com a hipótese de tentativa de assalto. "O resultado da perícia deve chegar até sexta-feira e, até sábado, o inquérito deve ir para a Justiça Criminal de Camaçari", o que finaliza a investigação.

A perícia deve comprovar se as munições retiradas do corpo do delegado saíram da arma encontrada com Edson Cordeiro, Reinaldo Valença e Magno de Menezes, acusados pelo crime, além de concluir, por meio de exame de resíduo balístico, quem fez o disparo que matou o delegado.

Agência A Tarde