A Justiça do Chile confirmou nesta quarta-feira a pena de prisão perpétua para Mauricio Hernández Norambuena, líder da quadrilha que sequestrou o publicitário Washington Olivetto em 2001. A condenação a Norambuena, que agora não deverá mais ser extraditado do Brasil, foi pelo sequestro de Cristián Edwards e pelo assassinato do senador Jaime Guzmán, ambos em 1991.
A Justiça brasileira exigia que a condenação no Chile para o ex-guerrilheiro fosse inferior a 30 anos para extraditá-lo, sentença que recebeu pelo sequestro de Olivetto. Norambuena cumpre na prisão federal de Catanduvas (PR) parte da pena a que foi condenado em 2003.
O chileno é o responsável pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001. Em seu país, Norambuena participava de um grupo que pregava a revolução socialista pela luta armada.
Durante visita da então presidente do Chile, Michelle Bachelet, em junho do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua disposição para facilitar de Norambuena. No entanto, os dois líderes admitiram que existe um vazio jurídico para acelerar esse processo.
O Brasil constitucionalmente só autoriza a extradição se as penas impostas ou futuras do acusado no país que o recebe não forem superiores a 30 anos, o máximo contemplado pela Justiça do País.
O publicitário foi mantido por quase dois meses em cativeiro, em uma casa localizada na rua Kansas, no bairro do Brooklin, em São Paulo. Após ter sido detido Serra Negra, em 2002, Norambuena, teria feito um acordo com a polícia e telefonado para seus subordinados, ordenando a libertação de Olivetto.

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