Notícias » Brasil » Brasil

 Especialista: com Ficha Limpa, parlamentar não será refém de juiz
19 de maio de 2010 20h45 atualizado às 20h55

Senadores votam o projeto Ficha Limpa, no plenário do Senado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Senadores votam o projeto Ficha Limpa, no plenário do Senado
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Na avaliação do pesquisador de Ciência Política da Universidade de Brasiília (UNB) Leonardo Barreto, o principal benefício do projeto Ficha Limpa, que impede políticos condenados na Justiça de concorrerem a cargos eletivos, é a ajuda que o Poder Judiciário vai dar aos cidadãos na hora de escolher os candidatos. A medida aprovada nesta quarta-feira pelo Senado ainda depende da sanção presidencial.

Segundo o pesquisador, não há estimativa exata sobre o número de parlamentares afetados pelo projeto, pois ainda falta a verificação dos critérios que serão colocados em prática. "Estima-se que 30% dos deputados federais teriam problemas com a Justiça", disse.

Ele acredita que o texto aprovado pela Câmara, que tornam inelegíveis os candidatos condenados por decisões de órgãos colegiados e não por apenas um juiz, vai proteger os parlamentares de eventuais erros da Justiça. "Os parlamentares não querem ficar reféns de juízes de Primeira Instância e isso vai protegê-los de qualquer equívoco", afirmou.

Para o coordenador de projetos da ONG Transparência Brasil, Fabiano Angélico, o projeto vai afastar da vida política algumas pessoas que jamais deveriam se candidatar, além de dar mais transparência ao Poder Legislativo.

"Nos últimos anos, o legislativo foi tomado por gente com condenações em crimes que vão de homicídios à desvio de dinheiro público. Tornando-se lei, o Projeto Ficha Limpa vai evitar que pessoas como essas entrem no cenário político", disse Angélico.

Agência Brasil