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 MP aponta novo desvio de R$ 13 milhões na Assembleia do PR
18 de maio de 2010 15h21 atualizado às 16h00

Roger Pereira
Direto de Curitiba

O Ministério Público do Paraná apresentou, nesta terça-feira, nova denúncia criminal sobre um esquema de contratação de funcionários fantasmas e desvio de verbas da Assembleia Legislativa do Paraná. Treze pessoas são acusadas de desviar R$ 13 milhões dos cofres do Legislativo.

A denúncia foi formulada após depoimentos e provas recolhidas durante a operação Ectoplasma 2, realizada no último dia 8. Os novos fatos referem-se à contratação de parentes e pessoas relacionadas ao corretor de imóveis Daor Afonso Marins de Oliveira. Ele é considerado foragido pela Justiça, que decretou sua prisão preventiva.

Na ação ajuizada hoje, o Ministério Público aponta 18 situações que caracterizam crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, relacionados à contratação de servidores comissionados pela Assembleia com o propósito de desviar verba pública em benefício do grupo que dirigia o esquema.

"Daor pedia a familiares que fornecessem documentos para que seus nomes fossem incluídos na folha de pagamento da Assembleia. Algumas destas pessoas sabiam de pronto que seus nomes seriam usados indevidamente. Outras não, mas quando descobriam a situação acabavam aceitando entrar no esquema em troca de pagamentos mensais", disse o promotor Denílson Soares de Almeida.

Algumas das pessoas que cediam seus nomes e dados para as contratações recebiam de R$ 600 a R$ 800 mensais, apesar de serem contratadas por vencimentos que chegavam a cerca de R$ 30 mil. Há relatos de pessoas que teriam recebido dinheiro diretamente do então diretor geral da ALEP, Abib Miguel.

Foram denunciados hoje os ex-diretores da Assembleia Abib Miguel, José Ary Nassiff, Cláudio Marques da Silva, Daor Afonso Marins de Oliveira, sua mulher, Roseli do Rocio Luccas de Oliveira, e seus filhos Marlon Christian Luccas de Oliveira e Maureen Louise de Oliveira (acusados de operar o esquema, fazendo o pagamento aos funcionários fantasmas e cooptando novos fantasmas), além de Clori Maria de Oliveira, Luiz Alonso Luccas de Oliveira, Eduardo José Gbur, Pierre José Gbur, Alessandro Gbur e Glaucilene de Souza Gbur, que receberam salários sem nunca trabalhar na Casa.

Especial para Terra