A Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania (SJDC) do Estado de São Paulo afirmou nesta segunda-feira que abriu um processo administrativo para apurar os fatos relacionados às mensagens contra homossexuais escritas no jornal O Parasita, publicado por alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Univerisidade de São Paulo (USP).
A SJDC afirmou, em nota, que "deplora e repudia as manifestações homofóbicas presentes no jornal" e que "a intolerância às diferenças sexuais é injustificável e atenta contra a dignidade do ser humano, devendo ser repreendida".
Ainda de acordo com a secretaria, foi encaminhado um ofício à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) solicitando a abertura de um inquérito policial para identificar os responsáveis, e outro ofício ao Ministério Público do Estado solicitando que "sejam apurados os danos difusos à dignidade da pessoa humana e ao respeito à liberdade de orientação sexual, decorrentes da incitação veiculada no mencionado jornal".
No domingo, o jornal divulgou uma nota pedindo desculpas pelas mensagens publicadas. "Os editores de O Parasita gostariam de pedir desculpas pelo exagero cometido na última edição. Gostaríamos de esclarecer que O Parasita é um jornal de humor escrachado e que não tem intenção de divulgar mensagens homofóbicas ou insultar a violência. Adicionalmente, gostaríamos de pedir desculpas também aos alunos da FCF por ter colocado em evidência o nome da instuição", disse a nota.
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em seu site, afirma que "não apoia o artigo publicado recentemente pelo jornal O Parasita e desconhece seus autores". Já a reitoria da USP, no Twitter, disse que "a faculdade tomará as medidas jurídicas cabíveis para reprimir este tipo de publicação".
O Diretório Central dos Estudantes da universidade afirmou também em seu site que "repudia qualquer ação de cunho machista, homofóbico e racista que se façam na sociedade. Lamentamos que estudantes com o argumento da 'brincadeira' possam incitar violência psicológica e física entre seus pares na universidade".
- Redação Terra
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