A empresa que organiza o Rodeo Festival 2010, em Jaguariúna, no interior do Estado de São Paulo, deverá apresentar uma caução de R$ 3 milhões para poder realizar o evento. A Justiça concedeu liminar, nesta terça-feira, em ação civil pública movida pelo Ministério Público. Na edição do evento realizado no ano passado, quatro pessoas morreram e 11 ficaram feridas, após tumulto ocorrido na madrugada de 23 de maio.
A caução deverá ser apresentada para garantir eventuais ressarcimentos por danos causados aos consumidores no caso de devolução de ingressos por shows não realizados e até por morte ou lesões corporais.
Os promotores de Justiça de Jaguariúna Kelli Giovanna Altieri Arantes e Leonardo Romano Soares ajuizaram a ação, na segunda, diante da suspeita de que uma associação foi criada para isentar a eventual responsabilização civil, criminal e administrativa da verdadeira organizadora do Jaguariúna Rodeo Festival.
O evento é promovido há mais de 20 anos pela empresa VPJ Eventos e Comércio Ltda. (nome de fantasia Red Eventos). Neste ano, aparece como organizadora do rodeio, a Associação Equestre e Esportiva de Jaguariúna ¿ A2EJ, conforme consta no pedido de alvará para a entrada de menores no evento.
Os promotores alegam que a associação foi criada há quatro meses e fica localizada no mesmo endereço de fornecido pelo empresário Valdomiro Poliselli Junior, administrador da VPJ Eventos. De acordo com o MP, ele discutiu com a Polícia Militar questões relacionadas à organização do rodeio deste ano.
O MP quer que a Justiça declare nula a constituição da Associação, determine a cassação de suas atividades e sua dissolução, e declare que a VPJ Eventos é a responsável pela organização do evento deste ano.
De acordo com a liminar deferida pela juíza Ana Paula Colabono Arias, da 2ª Vara Judicial de Jaguaríuna, a caução pode ser apresentada em dinheiro, bens móveis ou imóveis, no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
- Redação Terra

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