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 PF quer tirar máquinas de caça-níqueis dos arredores de sede
20 de abril de 2010 03h37

A Polícia Federal vai fazer uma devassa nos pontos do jogo do bicho que funcionam nos arredores da sede da superintendência da instituição, na Praça Mauá, onde vários bares e restaurantes mantêm máquinas caça-níqueis e musicais, cujas peças são contrabandeadas. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, encaminhou ofício ao secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, exigindo a retirada de pontos de jogatina e maquininhas das imediações do Tribunal de Justiça (TJ).

Apesar da reação das autoridades, a movimentação em pontos de apostas nos arredores de batalhões e delegacias de polícia e nas imediações do TJ e da Assembleia Legislativa (Alerj), no Centro, continuou nesta terça.

Varredura
No sábado, Zveiter demonstrou indignação com a afronta dos contraventores. "Há crime de contravenção (próximo ao TJ). Não podemos tolerar", afirmou Zveiter.

De acordo com a PF, em dezembro foi feita uma "varredura na Praça Mauá e novas operações estão sendo programadas". Em nota, a Secretaria de Segurança, que não se pronunciou sobre os pontos de apostas, informou que desde janeiro de 2007 vem apreendendo em torno de mil máquinas caça-níqueis e musicais por mês.

O órgão alega que falta espaço para armazenar mais maquininhas, mas que negociou com a Companhia Docas a utilização de um galpão na Zona Portuária, o que possibilitará novas e maiores investidas contra os criminosos. A secretaria alega que as delegacias e o prédio do antigo Instituto Médico Legal (IML) estão abarrotados, assim como os depósitos da Receita Federal, por pelo menos 30 mil máquinas.

"A Secretaria de Segurança prioriza a repressão ao crime estadual (contravenção). Já existem várias atribuições e problemas para resolver . Não teria como combater também a questão do contrabando, ligado às máquinas musicais", argumenta um trecho da nota, ressaltando que a Justiça não permite a destruição dos equipamentos antes de decisão em última instância. O comando da Polícia Militar não quis comentar o assunto.

Pontos do jogo ainda a todo vapor
A equipe de O Dia percorreu novamente os locais denunciados, mas pouca coisa mudou. Na Rua Sacadura Cabral, a menos de 30 metros da PF, na Praça Mauá, um apontador do jogo do bicho efetuava apostas no início da tarde.

Na Travessa Natividade, entre o Fórum e a Alerj, os apontadores retiraram as cadeiras em que passavam o dia sentados recebendo palpites. Mas permanecem no local efetuando apostas, com o material da contravenção escondido em bolsas.

Em frente ao 6º BPM (Tijuca), o Restaurante Bingo da Barão continua ostentando máquina musical, embora haja grande movimentação de PMs no estabelecimento. Já na Central do Brasil, os apontadores que agem no camelódromo a menos de 50 metros da Secretaria de Segurança e da 4ª DP (Central) apenas saíram da beira da calçada. Passaram a atuar em frente ao mini-mercado Fantástico, num dos corredores do camelódromo.

Na Avenida Gomes Freire, a pouco mais de 100 m da sede da Chefia de Polícia Civil, da 5ª DP (Mem de Sá) e da Core, caça-níqueis continuam nas portas de alguns bares, como o de número 151.

O Dia
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