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 Batalhão da PM será demolido para virar parque no Rio
20 de abril de 2010 03h22

A Secretaria Municipal de Urbanismo publicou nesta segunda, no Diário Oficial do Rio, o pedido do Estado para demolir a sede do 23º BPM no Leblon, que dará lugar ao Parque Bossa Nova. A divulgação é parte do cumprimento de um trâmite, pois a Prefeitura do Rio já afirmou que vai autorizar as obras para pôr abaixo a unidade militar. O edital de licitação para contratar a construtora do novo espaço deve ser lançado ainda este mês. A execução dos trabalhos deverá começar 45 dias depois de encerrado o processo de concorrência pública.

Orçado em R$ 68 milhões, o parque foi projetado pelo arquiteto e ex-governador do Paraná Jaime Lerner e vai ocupar a maior parte dos 40 mil metros quadrados do terreno do batalhão, que será demolido, e não implodido. No espaço, serão construídos dois prédios, onde vão funcionar teatros e um restaurante, além de um museu interativo em formato de piano.

Um dos edifícios, formado por 31 salas ligadas por uma passarela flutuante construída sobre pilotis, vai ser destinado a abrigar exposições temporárias e mostras permanentes. Localizado na esquina da Rua Mario Ribeiro com a Avenida Bartolomeu Mitre, esse primeiro prédio terá ainda salas de estar e serviços. O segundo edifício terá três auditórios de médio porte, além de administração, serviços e um terraço com área de lazer e restaurantes.

A Secretaria Estadual de Obras disse que o prédio principal e a praça devem ser concluídos em 9 meses. Todo o projeto do Parque Bossa Nova, no entanto, só ficará pronto em 18 meses. Nesse período, o Batalhão da Polícia Militar será mantido no local e vai ganhar novas instalações, que devem ficar restritas a área de 6 mil metros quadrados entre a Rua Capitão César de Andrade e a Avenida Bartolomeu Mitre.

Enquanto as obras estiverem acontecendo, o efetivo vai ser deslocado para contêineres. A presidente da Associação de Moradores e Amigos do Leblon, AmaLeblon, Evelyn Rosenzweig, disse que é a favor da construção do parque, mas a preocupação dos moradores é referente a que tipo de atividade cultural vai ser colocada no local e que impacto esses eventos podem ter no bairro. "Fui uma das pessoas que insistiu com o governador (Sérgio Cabral) para que o terreno do batalhão não fosse vendido nem leiloado. Apoiamos a iniciativa de ter mais um parque no Leblon, mas queremos acompanhar todo o processo, porque seremos diretamente atingidos pelas mudanças", reivindicou Evelyn.

O Dia
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