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 Quem tem Serra e Aécio não precisa de mais nada, diz FHC
10 de abril de 2010 12h28 atualizado em 14 de abril de 2010 às 14h39

Em tom de provocação, FHC questionou obras consideradas prioritárias para o governo Lula. Foto: Claudio Leal/Terra Magazine

Em tom de provocação, FHC questionou obras consideradas prioritárias para o governo Lula
Foto: Claudio Leal/Terra Magazine

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Em busca de um discurso de unidade entre os partidos de oposição, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu neste sábado, no ato de lançamento da candidatura de José Serra à presidência da República, que a aliança entre o ex-governador de São Paulo e o mineiro Aécio Neves, ex-governador de Minas, é completa e forte por si própria.

"Quem tem Serra e Aécio não precisa de mais nada, só de amigos. E amigos nós temos, amigos estão aqui presentes e vão nos levar à vitoria", disse FHC, presidente de honra do PSDB.

Enfatizando os feitos de seu governo, embora não tenha citado a polêmica das privatizações, Fernando Henrique adotou o tom de crítica e condenou escândalos de corrupção na gestão petista, período em que, segundo ele, "pessoas irresponsáveis passavam a mão na cabeça de todo mundo". "O Brasil do Serra vai ser o Brasil da decência", disse FHC.

Em resposta ao que classifica de "obras de marketing", como projetos estruturantes de infraestrutura, o ex-presidente disse que o governo Lula se pauta por "arrogância, desprezo à lei e autoconfiança ilimitada".

"Vamos escolher dentro de poucos meses que Brasil queremos, se um Brasil que ao olhar para o passado o difama, que no presente transforma tudo em marketing ou se vamos querer um Brasil que construa o futuro. Serra é o construtor do futuro. Só se pode entregar um país com o Brasil a quem tem qualidade de liderança", observou.

Em tom de provocação, questionou obras consideradas prioritárias para o governo Lula. "Falou-se tanto de obras no Brasil e quase todas são faladas na ótica do marqueteiro. Procurei a (ferrovia) Transnordestina e não encontrei, procurei o biodiesel, não vi. Um milhão de casas? Não achei", ironizou.

Terra