"É preciso que organismos como o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) deixem de lado seus dogmas obsoletos e as condições nefastas", disse Lula sobre as regras que, segundo ele, são impostas aos países em desenvolvimento para a concessão de empréstimos.
O presidente lembrou que o Brasil deixou de ser devedor do FMI para passar a ser credor, uma vez que saldou seus compromissos e adquiriu US$ 10 bilhões em títulos do organismo.
"O Brasil não se transformou em credor do FMI para que as coisas continuassem como antes e exige reformas profundas para que os países em desenvolvimento possam ter uma voz realmente ativa na definição de seu futuro", apontou Lula.
O presidente também ratificou o apoio de seu Governo ao desenvolvimento da África, um continente, como disse, "com vastas riquezas e com extraordinárias perspectivas de crescimento".
Nesse sentido, ofereceu a Johnson-Sirleaf a possibilidade de estabelecer programas de cooperação na área de biocombustíveis, na qual o Brasil acumula mais de três décadas de experiência.
"A Libéria tem todas as condições necessárias, de clima e de solo para ser uma grande produtora de biocombustíveis", declarou.
Lula ainda ofereceu a colaboração do Brasil no combate à aids, doença que calcula-se que atinja cerca de 10% dos liberianos.
"Acabar com a aids é uma prioridade para o Brasil e para o mundo", afirmou Lula, que lembrou que o Governo financiou a instalação de um laboratório que elabora remédios retrovirais em Moçambique.

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