Advogado Roberto Podval apresenta apelação e protesto por novo júri
Foto: Raphael Falavigna/Terra
O advogado Roberto Podval entrou com recurso nesta quarta-feira para tentar anular o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pelça morte da menina Isabella. O advogado informou apenas que o recurso foi impetrado no Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Podval apresentou apelação e protesto por novo júri e pretende apresentar as suas razões oralmente. No entanto, o próprio advogado declarou, durante a semana, que são pequenas as chances de o TJ-SP decidir favoravelmente ao pedido de um novo julgamento para o casal.
Ainda segundo disse Podval nos dias que se seguiram ao júri, a apelação seria embasada em uma lei antiga, em vigor na época do crime, que garante automaticamente um novo júri para penas maiores de 20 anos.
Julgamento
O júri popular de Alexandre e Anna Jatobá, pai e madrasta da menina, durou cinco dias, de 22 a 27 de março, quando foi lida a sentença. O casal foi apontado como responsável por agredir, asfixiar e jogar a menina Isabella Nardoni do sexto andar de um prédio.
O juiz Maurício Fossen definiu a pena de Alexandre Nardoni em 31 anos e de Anna Carolina Jatobá em 26 anos. A pena foi agravada pelo crime ter sido cometido contra menor de 14 anos, triplamente qualificado por meio cruel (asfixia mecânica e sofrimento intenso), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente pela janela) e com o objetivo de ocultar crime cometido anteriormente (esganadura e ferimentos praticados anteriormente contra a mesma vítima).
O casal seguirá cumprindo sua pena nas penitenciárias maculina e feminina de Tremembé (a cerca de 130 km da capital paulista), onde retomará as atividades que fazia antes do julgamento e que incluem trabalho.
O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram condenados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

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