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 Agora decisão deve ser técnica, diz advogado dos Nardoni
29 de março de 2010 17h53 atualizado às 18h25

Roberto Podval após o fim de uma das sessões do julgamento. Foto: Raphael Falavigna/Terra

Roberto Podval após o fim de uma das sessões do julgamento
Foto: Raphael Falavigna/Terra

O advogado de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, afirmou nesta segunda-feira que o pedido de um novo julgamento para o casal, que será apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), deve ser tratado de forma técnica. Segundo ele, após a intensa movimentação popular e repercussão da mídia durante os cinco dias do júri que condenou o casal - "agora" a avaliação da Justiça não deve sofrer esse tipo de pressão.

Para ele, decisão a ser tomada pelo TJ-SP avaliará o pedido "com base em deliberações do Superior Tribunal de Federal (STF)". A defesa do casal deve pedir um novo julgamento com base em uma lei antiga, em vigor na época do crime, que garante automaticamente um novo júri para penas maiores de 20 anos. O casal seguirá cumprindo sua pena nas penitenciárias maculina e feminina de Tremembé (a cerca de 130 km da capital paulista), onde retomará as atividades que fazia antes do julgamento e que incluem trabalho.

Julgamento
O júri popular de Alexandre e Anna Jatobá durou cinco dias, de 22 a 27 de março, quando foi lida a sentença. A pena foi agravada pelo crime ter sido cometido contra menor de 14 anos, triplamente qualificado por meio cruel (asfixia mecânica e sofrimento intenso), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente pela janela) e com o objetivo de ocultar crime cometido anteriormente (esganadura e ferimentos praticados anteriormente contra a mesma vítima). Nardoni pegou pena maior por ter matado a própria filha.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

Redação Terra