Os pais de Alexandre Nardoni foram até o presídio em que o filho está preso neste domingo
Foto: Grizar Junior/Futura Press
O pai e a mãe de Alexandre Nardoni visitaram o filho na penitenciária em Tremembé, no interior de São Paulo, neste domingo. No primeiro fim de semana após a condenação de Nardoni pelo assassinato da filha Isabella, 5 anos, Antônio e Maria Aparecida chegaram ao local carregando sacolas por volta das 10h.
Antônio, disse, segundo o Globo Notícia, que acredita que o filho terá direito a um novo julgamento. Em um júri que durou cinco dias, ele e a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, foram condenados por homicídio triplamente qualificado. O advogado de defesa Roberto Podval recorreu da decisão, mas o casal deve permanecer na prisão enquanto aguarda o resultado.
O juiz Maurício Fossen definiu a pena de Alexandre Nardoni em 31 anos, um mês e dez dias em regime fechado, enquanto a de Anna Carolina Jatobá foi de 26 anos e oito meses. Os dois foram condenados também a oito meses de prisão em regime semiaberto por fraude processual. A decisão, proferida por volta das 0h40, foi comemorada por cerca de 200 pessoas que acompanhavam a movimentação do julgamento.
No sábado, a casa onde moravam os avós de Alexandre Nardoni amanheceu pichada com frases de protesto e de homenagem a Isabella. Algumas casas vizinhas, na rua Marinheiro, também sofreram o mesmo vandalismo.
A presença de veículos da imprensa em frente à residência despertou reações diversas na população. Pedestres gritavam "assassino" e, alguns vizinhos saíam à janela para chamar os repórteres e cinegrafistas de "urubus".
O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.
- Redação Terra







