Notícias » Brasil » Polícia » Polícia

 Casa onde avós de Nardoni moraram é pichada após júri
27 de março de 2010 20h23 atualizado às 21h01

A casa da família Nardoni, na Rua Marinheiro, em São Paulo, foi pichada com palavras a favor da menina Isabella. Foto: Raphael Falavigna/Terra

A casa da família Nardoni, na Rua Marinheiro, em São Paulo, foi pichada com palavras a favor da menina Isabella
Foto: Raphael Falavigna/Terra

A casa onde moravam os avós de Alexandre Nardoni amanheceu pichada com frases de protesto e de homenagem a Isabella neste sábado. Algumas casas vizinhas, na rua Marinheiro, também sofreram o mesmo vandalismo. Durante a madrugada, o pai e a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, foram condenador pela morte de Isabella.

A presença de veículos da imprensa em frente à residência despertou reações diversas na população. Pedestres gritavam "assassino" e, alguns vizinhos saíam à janela para chamar os repórteres e cinegrafistas de "urubus".

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados na madrugada deste sábado pela morte de Isabella Nardoni, 5 anos, filha e enteada dos réus. Após cinco dias de júri, realizado no Fórum de Santana, o casal foi apontado como responsável por agredir, asfixiar e jogar a menina do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008.

O juiz Maurício Fossen definiu a pena de Alexandre Nardoni em 31 anos, um mês e dez dias em regime fechado, enquanto a de Anna Carolina Jatobá foi de 26 anos e oito meses. Os dois foram condenados também a oito meses de prisão em regime semiaberto por fraude processual. A decisão, proferida por volta das 0h40, foi comemorada por cerca de 200 pessoas que acompanhavam a movimentação do julgamento.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

Redação Terra