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 Não acredito em modificação do resultado, diz promotor
27 de março de 2010 01h18 atualizado às 08h38

O promotor foi ovacionado pela multidão na frente do fórum. Foto: Raphael Falavigna/Terra

O promotor foi ovacionado pela multidão na frente do fórum
Foto: Raphael Falavigna/Terra

Fabiana Leal
Direto de São Paulo

Apesar de a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella na madrugada deste sábado, ter entrado com recurso instantes após a leitura da sentença, o promotor Francisco Cembranelli disse não acreditar em modificação do resultado. Em entrevista coletiva na porta do Fórum de Santana, onde ocorreram os cinco dias de julgamento, ele afirmou estar satisfeito com a pena aplicada ao casal.

Os dois foram apontados como responsáveis por agredir, estrangular e jogar a menina do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. O juiz Maurício Fossen definiu a pena de Alexandre Nardoni em 31 anos, um mês e dez dias em regime fechado, enquanto Anna Carolina Jatobá ficará presa por 26 anos e oito meses. Os dois foram condenados também a oito meses de prisão em regime semiaberto por fraude processual.

Cercado de jornalistas e aclamado pelo público, ao ser questionado sobre o recurso do advogado Roberto Podval, Cembranelli mostrou-se confiante na manutenção da pena: "não acredito em modificação". Quando perguntado se estava satisfeito com a decisão do juiz, afirmou que sempre deixa a fixação de pena a cargo dele. "Pena sempre deixei a critério do juiz, com o seu conhecimento. Mas acho que a pena foi adequada, de acordo com o comportamento dos réus", disse.

"Estava certo"
Cembranelli disse que estava confiante na condenação dos réus. De acordo com ele, a acusação sabia que, no momento oportuno, teria condições de contar passo a passo como ocorreu a morte de Isabella. "Me sentia pronto, confiante para este momento. O resultado mostrou que eu estava certo. Tudo foi feito para alcançar isso", afirmou.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

Redação Terra
  1. Ana Carolina Oliveira na varanda do prédio onde mora, após anúncio da sentença

    Foto: Grizar Junior/Futura Press

  2. O promotor Francisco Cembranelli gesticula ao deixar o fórum

    Foto: Raphael Falavigna/Terra

  3. População comemora condenação do casal em frente ao fórum

    Foto: Raphael Falavigna/Terra

  4. Pastor Adelilton é cercado por multidão

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  5. Podval gesticula durante entrevista após o fim do 4º dia de julgamento

    Foto: Raphael Falavigna/Terra

  6. Policiais pedem que civis se afastem da viatura, na chegada de Anna Carolina Jatobá

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  7. Policial saca a arma, na tentativa de conter a multidão, na chegada de Alexandre Nardoni

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  8. O promotor Francisco Cembranelli falou com a imprensa após o fim do terceiro dia de julgamento

    Foto: Raphael Falavigna/Terra

  9. A maquete reproduzia em detalhes o prédio de onde Isabella caiu

    Foto: Maquetes Fogassa/Divulgação

  10. Vizinha da avó de Isabella organiza manifestação por justiça

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  11. Mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira chega ao forum para testemunhar

    Foto: Grizar Junior/Futura Press

  12. O casal Nardoni é transportado de comboio para o fórum

    Foto: Luiz Guarnieri/Futura Press

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