O promotor foi ovacionado pela multidão na frente do fórum
Foto: Raphael Falavigna/Terra
- Fabiana Leal
- Direto de São Paulo
Apesar de a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella na madrugada deste sábado, ter entrado com recurso instantes após a leitura da sentença, o promotor Francisco Cembranelli disse não acreditar em modificação do resultado. Em entrevista coletiva na porta do Fórum de Santana, onde ocorreram os cinco dias de julgamento, ele afirmou estar satisfeito com a pena aplicada ao casal.
Os dois foram apontados como responsáveis por agredir, estrangular e jogar a menina do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. O juiz Maurício Fossen definiu a pena de Alexandre Nardoni em 31 anos, um mês e dez dias em regime fechado, enquanto Anna Carolina Jatobá ficará presa por 26 anos e oito meses. Os dois foram condenados também a oito meses de prisão em regime semiaberto por fraude processual.
Cercado de jornalistas e aclamado pelo público, ao ser questionado sobre o recurso do advogado Roberto Podval, Cembranelli mostrou-se confiante na manutenção da pena: "não acredito em modificação". Quando perguntado se estava satisfeito com a decisão do juiz, afirmou que sempre deixa a fixação de pena a cargo dele. "Pena sempre deixei a critério do juiz, com o seu conhecimento. Mas acho que a pena foi adequada, de acordo com o comportamento dos réus", disse.
"Estava certo"
Cembranelli disse que estava confiante na condenação dos réus. De acordo com ele, a acusação sabia que, no momento oportuno, teria condições de contar passo a passo como ocorreu a morte de Isabella. "Me sentia pronto, confiante para este momento. O resultado mostrou que eu estava certo. Tudo foi feito para alcançar isso", afirmou.
O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.
- Redação Terra













Assista agora »

