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 Público pede linchamento do casal na porta do fórum
26 de março de 2010 20h32 atualizado às 21h04

Por volta das 20h30, mais de 100 pessoas se concentravam em frente ao Fórum de Santana. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Por volta das 20h30, mais de 100 pessoas se concentravam em frente ao Fórum de Santana
Foto: Ivan Pacheco/Terra

Ivan Pacheco
Direto de São Paulo

Ao contrário da previsão inicial da Polícia Militar de São Paulo de que o número de pessoas iria reduzir na noite desta sexta-feira, quinto e provável último dia do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, o movimento aumentou nas últimas duas horas. Um grupo de manifestantes pede o linchamento do casal.

Com faixas e camisetas estampadas com a foto de Isabella, as pessoas fazem músicas pedindo o linchamento dos acusados de matar a menina Isabella em 2008. "Pega lá, pega lá, pega lá, pra nós linchar", dizem. Até as 20h30, a Polícia Militar ainda avaliava se iria aumentar o policiamento no local, realizado até esta sexta-feira por um efetivo de cerca e 35 homens.

Segundo o tenente-coronel Ricardo de Souza, responsável por comandar a segurança no local, a avaliação será realizada levando em consideração o número de curiosos que estiverem em frente ao fórum pouco tempo antes da divulgação do veredicto. O reforço é devido aos incidentes de tumulto ocorridos ao longo da semana e o receio de confusão após a divulgação da sentença.

O veredicto do júri popular deve sair por volta da 1h da madrugada deste sábado, de acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça. Neste quinto dia de julgamento, os trabalhos recomeçaram com os debates. Por duas horas e trinta minutos, o promotor Francisco Cembranelli tentou a convencer o Conselho de Sentença sobre o a culpa dos réus. À tarde, depois de um intervalo de quase duas horas, o advogado de defesa do casal usou seu espaço para reforçar a sua versão de inocência do casal.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

Redação Terra
  1. Pessoas cantam pela condenação do casal Nardoni, em frente ao Fórum de Santana

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  2. Mulher escreve mensagem sobre o julgamento no rosto

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  3. Dezenas de pessoas aguardam no local o resultado do julgamento

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  4. Homem segura cartaz com elogio ao trabalho do promotor Cembranelli

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  5. Os manifestantes pediram o linchamento dos acusados

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

  6. "Pega lá, pega lá, pega lá, pra nós linchar", dizem

    Foto: Ivan Pacheco/Terra

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