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 PM avalia nesta noite se reforça policiamento no fórum
26 de março de 2010 19h46 atualizado às 19h57

Desde início do julgamento, PM mantém cerca de 35 homens nó Fórum de Santana. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Desde início do julgamento, PM mantém cerca de 35 homens nó Fórum de Santana
Foto: Ivan Pacheco/Terra

Fabiana Leal
Direto de São Paulo

À medida que o julgamento do casal Nardoni se encaminha para o desfecho final - a leitura do veredicto pelo juiz Maurício Fossen está prevista para o início da madrugada de sábado -, a Polícia Militar de São Paulo deve reforçar o policiamento na entrada do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. No entanto, até as 19h30 desta sexta-feira, a PM ainda não havia definido em quanto o efetivo deverá ser aumentado no local, onde desde segunda-feira Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são julgados pela morte da menina Isabella.

Segundo o tenente-coronel Ricardo de Souza, responsável por comandar a segurança no local, a PM deve avaliar ao longo da noite como será o trabalho nos últimos momentos de julgamento, de acordo com o número de curiosos que estiverem em frente ao fórum. O reforço é devido aos incidentes de tumulto ocorridos ao longo da semana e o receio de confusão após a divulgação da sentença.

O veredicto do júri popular deve sair por volta da 1h da madrugada deste sábado, de acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça. Neste quinto dia de julgamento, os trabalhos recomeçaram com os debates. Por duas horas e trinta minutos, o promotor Francisco Cembranelli tentou a convencer o Conselho de Sentença sobre o a culpa dos réus. À tarde, depois de um intervalo de quase duas horas, o advogado de defesa do casal usou seu espaço para reforçar a sua versão de inocência do casal.

Às 17h45, o promotor usou o direito de réplica e começou a debater novamente. Em seguida, a defesa pode pedir tréplica, com um tempo de até duas horas. A partir deste momento, o juiz reúne o Conselho de Sentença na sala secreta para a votação, seguida pela leitura do veredicto.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

Redação Terra