- Fabiana Leal
- Direto de São Paulo
Na réplica da acusação, o promotor Francisco Cembranelli mostrou, na noite desta sexta-feira, no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, fotos dos quartos de Isabella e dos meios-irmãos dela para confrontar uma das teses da defesa do casal Nardoni. Acusado de matar a filha, Alexandre Nardoni afirma que, antes de descer para pegar os meninos da noite do crime, esticou os lençóis dos filhos. Pelas fotos, a cama deles tinha brinquedos e na de Isabella, bonecas e uma folha de papel.
Sobre o fato de ter sido encontrado um fio de cabelo junto com a rede protetora encaminhada à perícia, Cembranelli questionou se isso era de fato importante, já que a defesa não pediu exame de DNA na época das investigações.
O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.
O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.
- Redação Terra

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