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 Juiz retira madrasta de Isabella do plenário por chorar muito
26 de março de 2010 18h52 atualizado às 19h02

Veículo da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) chega ao fórum com Anna Carolina. Foto: Ivan Pacheco/Terra

Veículo da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) chega ao fórum com Anna Carolina
Foto: Ivan Pacheco/Terra

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A madrasta da menina Isabella Nardoni, ré no julgamento do assassinato da garota, foi retirada pelo juiz Maurício Fossen do plenário por duas vezes, durante a argumentação da defesa, porque estava chorando muito.

O magistrado pediu que ela ficasse fora da sala para se recompor. Às 18h30, quando o promotor Francisco Cembrabelli fazia sua réplica, ela ainda não havia voltado ao plenário.

Após pouco mais de uma hora da explanação do advogado do casal Nardoni, Roberto Podval - ele poderia argumentar por até duas horas e meia -, o promotor Francisco Cembranelli utilizou o seu direito de réplica e retomou a sua argumentação às 17h45. O representante do Ministério Público pode falar por mais duas horas, seguido de um direito de tréplica da defesa com o mesmo tempo.

Encerrada a fase de debates, o júri segue para o desfecho final. O Conselho de Sentença, formado pelos sete jurados, reúne-se na Sala Secreta com o juiz Maurício Fossen, promotor e advogados para a votação dos quesitos.

O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a apuração da votação secreta. Em seguida, o magistrado fará a leitura da decisão do júri no Plenário. Caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.

Redação Terra