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 Justiça quebra sigilo telefônico de Glauco, suspeito e mais 2
19 de março de 2010 15h19 atualizado às 16h38

Após tentar fugir para o Paraguai, Cadu foi preso em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Futura Press

Após tentar fugir para o Paraguai, Cadu foi preso em Foz do Iguaçu (PR)
Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Futura Press

A Justiça de Osasco autorizou, nesta sexta-feira, a quebra do sigilo telefônico do estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24 anos, suspeito de matar o cartunista Glauco Vilas Boas, 43 anos, e seu filho Raoni, 25 anos, há uma semana.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), também foi autorizada a quebra dos sigilos telefônico de Felipe Iasi, 23 anos, que levou em seu carro Cadu até a chácara em que Glauco morava com a família, em Osasco (SP), além dos sigilos de Glauco e de Raoni.

A polícia pediu a quebra de sigilo telefônico do celular de Cadu com o objetivo de descobrir para quem ele ligou após o horário das duas mortes.

O telefone do jovem indica que ele percorreu 8 km em 9 minutos após a morte das vítimas, o que não poderia ser feito a pé. O dado contraria a versão de Iasi, que transportou o suspeito até o local do crime em um carro, mas afirma que fugiu do local assim que teve a chance. Iasi afirma que levou o amigo até a casa de Glauco porque estava sob a mira de uma arma.

Iasi e Nunes negam que o primeiro tenha ajudado na fuga do segundo, mas uma testemunha diz o contrário. A polícia ainda avalia a possibilidade de indiciar o estudante, que deve ser ouvido novamente.

Entenda o caso
O cartunista e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.

Redação Terra