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 Prédio de suspeito de ajudar na morte de Glauco é pichado
19 de março de 2010 09h41

O muro da entrada do prédio onde mora o estudante Felipe Iasi, aparece pichado na madrugada desta sexta-feira. Foto: Grizar Junior/Futura Press

O muro da entrada do prédio onde mora o estudante Felipe Iasi, aparece pichado na madrugada desta sexta-feira
Foto: Grizar Junior/Futura Press

O prédio onde mora o estudante Felipe Iasi, localizado na rua Francisco Leitão, no bairro de Pinheiros em São Paulo, foi pichado na madrugada desta sexta-feira. A polícia investiga se Felipe Iasi ajudou Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, suspeito de matar o cartunista Glauco e seu filho Raoni no último dia 11, em Osasco (SP). As informações são da agência Futura Press.

A polícia pediu a quebra de sigilo telefônico do celular de Nunes para descobrir para quem ele ligou após o assassinato dos dois. O telefone indica que ele percorreu 8 km em 9 minutos após a morte das vítimas, o que não poderia ser feito a pé. O dado contraria a versão de Iasi, que transportou o suspeito até o local do crime em um carro, mas afirma que fugiu do local assim que teve a chance. Iasi afirma que levou o amigo até a casa de Glauco porque estava sob a mira de uma arma.

Entenda o caso
O cartunista e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.

Redação Terra

Declaração foi dada por Carlos Eduardo Nunes, de 25 anos, em depoimento ao delegado que o classificou como "muito perigoso"

  1. Testemunha do caso Glauco parte para cima do fotógrafo Ricardo Matsukawa

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  2. A mulher do cartunista Glauco Villas Boas, Beatriz, deixa a Delegacia Seccional de Osasco (SP), após prestar depoimento

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  3. O delegado Archimedes Cassão Veras, da Seccional de Osasco (SP), afirmou que Cadu responderá por 3 crimes

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  4. A namorada e a enteada do filho do cartunista Glauco, Raoni, deixam a delegacia após depoimento

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  5. Advogado da família de Glauco fala sobre o caso

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  6. Após depoimento, amigos da família deixam a delegacia

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  7. Carlos Eduardo Nunes, 24 anos, foi preso em Foz do Iguaçu (PR)

    Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Futura Press

  8. O carro onde Carlos Eduardo Nunes estava foi apreendido

    Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Futura Press

  9. Fotógrafos e cinegrafistas observam caixões do cartunista Glauco e de seu filho

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

  10. Amigos e familiares carregam caixão de Glauco

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

  11. Caixões foram cobertos com bandeiras da Igreja Céu de Maria, que o cartunista seguia, e do São Paulo

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

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