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 Suspeito planejou sequestrar mulher de Glauco, diz jornal
19 de março de 2010 06h50 atualizado às 07h48

Cadu esconde o rosto na chegada para depoimento, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Kiko Sierich/Especial para Terra

Cadu esconde o rosto na chegada para depoimento, em Foz do Iguaçu (PR)
Foto: Kiko Sierich/Especial para Terra

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 25 anos, o Cadu, suspeito de matar no dia 11, uma quinta-feira, o cartunista Glauco Vilas Boas, 53 anos, e seu filho Raoni, 25 anos, disse à polícia que que pretendia sequestrar a viúva do cartunista, Beatriz Galvão, após voltar do Paraguai. O suspeito foi preso em Foz do Iguaçu, na fronteira com o país vizinho, após tiroteio com a Polícia Federal (PF), no domingo à noite. Ele disse que seu objetivo era cumprir o "desejo" de esclarecer, por meio de um líder religioso, quem foi seu irmão, Carlos Augusto, 22 anos, em outras encarnações. Nunes acreditava que o irmão é "o Cristo encarnado". As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, outro líder da igreja Céu de Maria (fundada e dirigida por Glauco), conhecido como Alfredo, também era possível alvo de sequestro. O advogado do suspeito, Gustavo Badaró, diz que o plano reforça a versão de que Nunes não tinha a intenção de matar quando foi à casa do cartunista, ou seja, não planejou o crime.

Entenda o caso
O cartunista e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.

Redação Terra

Declaração foi dada por Carlos Eduardo Nunes, de 25 anos, em depoimento ao delegado que o classificou como "muito perigoso"

  1. Testemunha do caso Glauco parte para cima do fotógrafo Ricardo Matsukawa

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  2. A mulher do cartunista Glauco Villas Boas, Beatriz, deixa a Delegacia Seccional de Osasco (SP), após prestar depoimento

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  3. O delegado Archimedes Cassão Veras, da Seccional de Osasco (SP), afirmou que Cadu responderá por 3 crimes

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  4. A namorada e a enteada do filho do cartunista Glauco, Raoni, deixam a delegacia após depoimento

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  5. Advogado da família de Glauco fala sobre o caso

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  6. Após depoimento, amigos da família deixam a delegacia

    Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

  7. Carlos Eduardo Nunes, 24 anos, foi preso em Foz do Iguaçu (PR)

    Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Futura Press

  8. O carro onde Carlos Eduardo Nunes estava foi apreendido

    Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Futura Press

  9. Fotógrafos e cinegrafistas observam caixões do cartunista Glauco e de seu filho

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

  10. Amigos e familiares carregam caixão de Glauco

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

  11. Caixões foram cobertos com bandeiras da Igreja Céu de Maria, que o cartunista seguia, e do São Paulo

    Foto: Alexandre Vieira/Futura Press

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