Os problemas provocados por falhas e superlotação no metrô podem custar caro à concessionária que administra o serviço no Rio de Janeiro. O Núcleo de Defesa do Consumidor, da Defensoria Pública do Estado, entrou com ação na Justiça pedindo que a Metrô Rio seja condenada a pagar multa de R$ 1 milhão. Os defensores também pedem que a punição seja estendida à SuperVia e à Barcas S/A.
Na ação impetrada na 4ª Vara de Fazenda Pública, os defensores pedem ainda que a Agência Reguladora de Serviços de Transportes (Agetransp) seja obrigada a distribuir folhetos informativos sobre o órgão. Segundo eles, pesquisa realizada com usuários do setor mostra que apenas um em cada 100 conhece a Agentransp e suas atribuições. Por isso, em vez de postos de ouvidoria, os defensores pedem que folhetos informativos sejam distribuídos à população em locais de grande circulação, como a Central do Brasil.
Na quinta-feira, o dia começou com mais transtornos para os passageiros do metrô. Falha no sistema de ar comprimido de uma composição que seguia pela Linha 2 paralisou o serviço logo às 5h50. Na hora da pane, a composição que estava entre as estações Vicente de Carvalho e Irajá seguia no sentido Pavuna. Os passageiros tiveram que desembarcar e esperar nova composição. O serviço só foi normalizado às 8h30. Por causa da pane, o intervalo entre os trens na Linha 2 passou de seis para 16 minutos.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Metrô Rio, Joubert Flores, os problemas só serão resolvidos com a chegada dos 114 novos trens, prevista para o fim de 2011. No seminário nacional metroferroviário que está sendo realizado no Rio, o presidente da concessionária, José Gustavo de Souza, disse que estuda dobrar o número de trens pedidos.

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