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 Não há presos polítcos em Cuba, diz filha de Che no Brasil
11 de março de 2010 20h01 atualizado às 20h05

Em palestra na Faculdade de Filosofia e Humanas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), na manhã desta quinta-feira, a filha mais velha de Ernesto Che Guevara, Aleida Guevara March, negou que haja presos políticos em Cuba e afirmou que Orlando Zapata, que morreu há duas semanas após uma greve de fome de 85 dias, era um "delinquente comum".

A questão dos presos políticos surgiu ao responder perguntas dos participantes, após sua palestra, e ela foi enfática ao afirmar que tudo não passa de invenções, criadas para prejudicar a imagem de Cuba. "São personagens criados pela mídia para caluniar Cuba. Recebem dinheiro de empresários dos Estados Unidos e Europa que são contrários à revolução cubana", afirmou.

Médica pediatra, Aleida Guevara passou o dia de quinta-feira em Salvador e, além da palestra para universitários, ela visitou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) para conhecer os projetos que ajudaram no novo conceito de desenvolvimento social, com o foco principal na quebra do ciclo geracional da pobreza, por meio de capacitação e geração de emprego e renda.

De Salvador, a filha do Che vai a Sergipe, onde participa, na sexta-feira, na cidade de Umbaúba, de seminário promovido pelo Movimento dos Sem Terra (MST), com o tema "O Socialismo Frente à Crise Econômica Mundial".

Ainda em Umbaúba, ela fará a inauguração simbólica da unidade de saúde que leva o nome de seu pai, Hospital Doutor Ernesto Che Guevara. No sábado, ela participa da palestra O Papel da Militância na Construção das Transformações Sociais, que acontece no Instituto Federal de Sergipe, em Aracaju.

Agência A Tarde