Arruda está preso desde o dia 11 de fevereiro
Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press
- Claudia Andrade
- Direto de Brasília
O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), deixou a sala em que está preso desde o dia 11 de fevereiro para fazer novos exames nesta quinta-feira. A saída durou pouco mais de duas horas. De acordo com a Polícia Federal (PF), Arruda deixou a superintendência da PF às 16h45 e voltou às 18h50.
Arruda foi submetido a um exame de ressonância para tentar detectar o problema no tornozelo direito. Por conta de um inchaço e dores na região, o governador afastado deixou a prisão na última segunda-feira, por recomendação dos médicos que o atendem na PF.
Desta vez, a ressonância foi um pedido do médico particular de Arruda, Brasil Caiado, que passou a atender o governador afastado na última terça, depois de obter autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No horário indicado pela assessoria de imprensa da PF, uma ambulância deixou a superintendência rumo ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Contudo, a PF não confirmou se este foi o local em que o exame foi feito.
A realização do exame de ressonância adiou para amanhã outro exame, que estava previsto para hoje, e será feito com o auxílio de um aparelho chamado Holter, dentro da sala em que Arruda está preso. O objetivo é fazer um monitoramento durante 24 horas para detectar eventuais arritmias.
Sobre os exames de sangue e urina realizados ontem, Caiado afirmou que os resultados foram normais. "Foi relativamente bem. A função renal, que e estava preocupado, está normal. A glicose está em 106, o normal é 100, então é só uma pequena alteração", disse.
A pressão do governador, que segundo o médico estava elevada, volta ao normal após o uso dos medicamentos prescritos. "A pressão, que estava um pouco elevada, agora está no limite. Hoje estava 13 por 9. O remédio começa a fazer efeito", afirmou.
Arruda está preso desde o dia 11 de fevereiro por determinação da Corte Especial do STJ, sob acusação de corrupção de testemunhas do inquérito sobre um suposto esquema de pagamento de propina no governo do DF.
Entenda o caso Arruda
O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
- Redação Terra

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