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 Arruda deverá deixar prisão pela 2ª vez para fazer exame
11 de março de 2010 14h30 atualizado às 15h31

José Roberto Arruda deverá fazer um exame de ressonância magnética. Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

José Roberto Arruda deverá fazer um exame de ressonância magnética
Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

Claudia Andrade
Direto de Brasília

O médico Brasil Caiado afirmou nesta quinta-feira que o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), deve fazer um exame de ressonância magnética. De acordo com o especialista, a mulher de Arruda, Flávia, ficou responsável por marcar o exame.

A ressonância deverá ajudar a identificar o motivo do inchaço no pé direito de Arruda, que reclamou de dores no início da semana, quando deixou, pela primeira vez, a sala em que está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para ir ao hospital. Os exames foram recomendados pelo médico da PF e o governador foi escoltado até o hospital JK.

Depois desse episódio, a defesa de Arruda entrou com um pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que um médico particular pudesse acompanhar o governador. O pedido foi autorizado pelo ministro Fernando Gonçalves, responsável pelo inquérito que investiga o suposto esquema de pagamento de propina no governo do DF.

A realização do exame de ressonância deverá adiar para sexta-feira um outro exame, que estava previsto para esta quinta-feira, e que será feito com o auxílio de um aparelho chamado Holter, dentro da sala em que Arruda está preso. O objetivo é fazer um monitoramento durante 24 horas para detectar eventuais arritmias.

Sobre os exames de sangue e urina realizados quarta-feira, Caiado afirmou que os resultados foram normais. "Foi relativamente bem. A função renal, que e estava preocupado, está normal. A glicose está em 106, o normal é 100, então é só uma pequena alteração".

A pressão do governador, que segundo o médico estava elevada, voltou ao normal após o uso dos medicamentos prescritos. "A pressão, que estava um pouco elevada, agora está no limite. Hoje estava 13 por 9, o remédio começa a fazer efeito".

Entenda o caso
Arruda está preso desde o dia 11 de fevereiro na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por determinação da Corte Especial do STJ, sob acusação de corrupção de testemunhas do inquérito sobre o suposto esquema de propina.

Especial para Terra