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 Brasileira condenada por denúncia falsa terá que sair da Suíça
11 de março de 2010 13h42 atualizado às 16h15

Paula afirmou ter perdido os filhos por causa da agressão, mas foi desmentida por exames. Foto: AFP

Paula afirmou ter perdido os filhos por causa da agressão, mas foi desmentida por exames
Foto: AFP

Paula Oliveira, 27 anos, brasileira que teria fingido ter sido vítima de uma agressão racista terá de deixar a Suíça no fim do mês, pois as autoridades locais se recusaram a renovar seu visto de permanência no país. Ela procurou a polícia e mostrou diversos ferimentos para provar a violência. As marcas, no entanto, eram resultado de automutilação, conforme as autoridades locais.

Paula havia pedido uma prorrogação depois de ter sido condenada, em dezembro, pela falsa denúncia.

Segundo o Departamento Cantonal de Migrações, citado pela agência de notícias suíça ATS, a requisição foi negada. Paula, porém, apresentou recurso para apelar da decisão, conforme a ATS. A brasileira, que é advogada, denunciou a suposta agressão, em fevereiro do ano passado, na periferia de Zurique, quando voltava do trabalho. Segundo sua versão, os agressores, três skinheads, bateram nela e a feriram com uma faca.

Ela alegou, ainda, que estava grávida de gêmeos e que, por causa da violência, perdeu os bebês, afirmação que foi desmentida depois por exames e análises médicas. Confrontada com suas contradições pela Polícia, a jovem acabou reconhecendo que tinha mentido.

AFP
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