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 Exames de Arruda não apontam problemas, diz PF
11 de março de 2010 12h43

Arruda será monitorado com um aparelho durante 24 horas para detectar eventuais arritmias . Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

Arruda será monitorado com um aparelho durante 24 horas para detectar eventuais arritmias
Foto: Andressa Anholete/Jornal de Brasília/Futura Press

Claudia Andrade
Direto de Brasília

Os exames a que o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), foi submetido ontem, na sala em que está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, não apontaram anormalidades, de acordo com a PF.

Os procedimentos foram feitos a pedido do médico Brasil Caiado, que passou a visitar Arruda esta semana, após obter autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a prisão do governador, no dia 11 de fevereiro.

A partir desta quinta-feira, Arruda será monitorado com um aparelho durante 24 horas para detectar eventuais arritmias. O equipamento que fará a monitoração foi levado à prisão pelo médico particular, que ainda não comentou os resultados dos exames.

Caiado também quer investigar o edema no pé direito do governador afastado, que apresentou inchaço e levou sua defesa a solicitar a liberação para que o médico pessoal de Arruda pudesse visitá-lo.

Entenda o caso
O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Redação Terra