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 Lula vai ao Oriente Médio propor nova forma de diálogo
09 de março de 2010 16h33 atualizado às 16h51

Lula disse a Hillary Clinto que não se pode mais pressionar o Irã contra a parede. Foto: Reuters

Lula disse a Hillary Clinto que não se pode mais pressionar o Irã contra a parede
Foto: Reuters

Às vésperas de embarcar para o Oriente Médio, o presidente Lula assegurou que visita a região para reforçar o papel do Brasil como um país ativo e engajado nas negociações de paz e desarmamento nuclear. O presidente irá visitar Israel, Cisjordânia e a Palestina entre os dias 14 e 18 deste mês.

Em entrevista à agência de notícias AP, Lula voltou a defender uma maior colaboração entre Brasil e Irã. "Não quero que se repita no Irã o que ocorreu com o Iraque", disse Lula. "Vou visitar agora o Oriente Médio e em maio vou para o Irã. Quero conversar com todo o mundo para fortalecer a ideia de que através do diálogo existem mais oportunidades de construir uma política de paz no Oriente Médio", afirmou.

Na semana passada, Lula comentou com a secretária de Defesa dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que o mundo não pode empurrar o Irã contra a parede. Para o presidente, aplicar novas sanções contra o país não trará avanços para o desarmamento atômico. O Brasil se posiciona a favor de que o Irã enriqueça urânio para a geração de energia e tratamentos médicos. "Temos muita autoridade moral e política para discutir esse assunto, pois o nosso País pertence a um continente em que está abolida a possibilidade de ter armas nucleares. Aqui se fala de paz, não de guerra", afirmou Lula, sobre a redefinição dos atores na política internacional.

Dentro dessa ideia de mudança nos diálogos internacionais, Lula optou por fugir do protocolo e, ao invés de se hospedar na parte israelense de Jerusalém, optou por passar uma noite em Belém, na Cisjordânia. O fato é visto pelos palestinos como um sinal de que o País pode ser um "mediador honesto" na resolução dos conflitos. Para os israelenses, porém, o roteiro apenas encurtará a visita de Lula à região, provocando o cancelamento de alguns compromissos.

Redação Terra