Francês Rafale é apontado como favorito
Foto: Divulgação
A empresa escolhida na concorrência para compra dos novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB) terá que se comprometer com a transferência irrestrita de toda a tecnologia de ponta. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua coluna semanal O Presidente Responde.
Questionado sobre a demora na decisão final, Lula disse que o governo deve ser muito "cauteloso" para fazer a melhor escolha. "Ainda não tomamos uma decisão a respeito justamente pela importância que a escolha terá sobre a capacidade de defesa e sobre o desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil. Temos que ser muito cautelosos", disse.
Segundo Lula, os três modelos que participam da concorrência - o francês Dassault Rafale, o americano Boeing F-18 e o sueco Saab Gripen NG - atendem às necessidades técnicas da FAB. "Agora é a hora de o governo fazer a análise estratégica, política e econômica para apontar qual proposta trará mais benefícios para a sociedade", afirmou.
"Decidimos fazer da política nacional de defesa um eixo de desenvolvimento econômico e de autonomia tecnológica. Vamos bater o martelo somente depois de concluída a análise do Ministério de Defesa, de ouvir o Conselho de Defesa Nacional e considerando as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa", disse.
Projeto F-X2
O projeto F-X2 prevê a compra de 36 novos caças para as Forças Armadas do Brasil. O processo de venda dos novos caças para o Brasil, apesar de as empresas evitarem falar em valores, deve mobilizar um montante de cerca de 4 bilhões de euros.
O Brasil exige três condições para concluir o programa F-X2: soberania de uso das aeronaves, reserva de mercado e transferência de tecnologia.
- Redação Terra




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