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 Lindemberg depõe por 40 minutos em caso de pai de Eloá
08 de março de 2010 16h28 atualizado às 16h32

Everaldo dos Santos foi reconhecido pela televisão depois de uma crise de hipertensão. Foto: Adriano Lima/Futura Press

Everaldo dos Santos foi reconhecido pela televisão depois de uma crise de hipertensão
Foto: Adriano Lima/Futura Press

Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel, 15 anos, em outubro de 2008 enquanto mantinha a jovem refém em um apartamento em Santo André (SP), prestou depoimento por cerca de 40 minutos no Fórum de Tremembé (SP), entre as 14h e as 14h40 desta segunda-feira.

Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-SP), o depoimento foi por carta precatória (quando o juiz do caso não pode ouvir a testemunha e um magistrado de outra comarca o faz) e se refere ao caso do pai de Eloá, Everaldo dos Santos, condenado em novembro do ano passado a três meses e 22 dias de prisão pela morte do delegado Ricardo Lessa e seu motorista, Antenor Carlota, em 1991.

Santos foi preso em dezembro do ano passado pela Polícia Civil de Alagoas. O pai de Eloá é cabo da Polícia Militar (PM), estava em uma casa em Maceió e teria resistido à prisão.

Everaldo foi reconhecido como um dos integrantes da Gangue Fardada, organização criminosa que atuava em Alagoas na década de 90. O cabo da PM estava foragido da Justiça local havia 18 anos e responde por, pelo menos, quatro assassinatos.

Em julgamento em novembro, além da condenação à prisão, ele também foi condenado a pagar R$ 653 mil de indenização por danos morais à família de Lessa e mais R$ 146 mil à família de Carlota. Santos foi julgado à revelia durante mutirão carcerário realizado neste sábado pela Justiça de Alagoas.

O homem foi reconhecido por autoridades alagoanas pela televisão, no momento em que era carregado em uma maca, para um hospital, depois de uma crise de hipertensão enquanto a filha era mantida em cárcere privado em Santo André. Santos, na ocasião, acabou fugindo, mais uma vez, das autoridades.

Redação Terra