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 Polícia prende suspeito de matar cinco mulheres em MG
24 de fevereiro de 2010 19h26 atualizado em 27 de fevereiro de 2010 às 00h26

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

Policiais civis que compõem a força-tarefa que investiga a morte de cinco mulheres em Belo Horizonte e região metropolitana prenderam, na tarde desta quarta-feira, um suspeito dos crimes.

O homem, que mora no bairro Industrial, em Contagem, mesma região onde as mulheres foram abordadas antes de desaparecer, foi detido próximo à casa da contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, 35 anos, uma das vítimas.

Às 18h os delegados Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes Contra a Vida (DCCV); Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações (DI); e Frederico Abelha, titular da Delegacia de Homicídios Barreiro ouviam o depoimento do suspeito, que foi detido após ter um mandado de prisão expedido pela Justiça a pedido da polícia.

Um perito do Instituto de Criminalística (IC) esteve no DI e colheu material para confrontar com o resultado dos exames feitos em três vítimas. A Polícia Civil não informou qual material foi colhido, se fios de cabelo ou sangue. O resultado do exame fica pronto em até 30 dias.

Enquanto não houver a confirmação da suspeita, a corporação informou que não irá se pronunciar oficialmente sobre a prisão.

Serial killer
Além do exame de material genético ter comprovado ser do mesmo homem o sêmen encontrado nos corpos de três vítimas, a polícia acredita lidar com um matador em série devido à coincidência dos crimes.

De acordo com as investigações, a forma que o criminoso matou as três mulheres é parecida: elas foram estranguladas com algum objeto que estava na cena do crime. Para matar a comerciante Ana Carolina Assunção, 27 anos, o suspeito utilizou o cadarço do calçado que ela usava.

A empresária Maria Helena Lopes Aguilar, 48 anos, foi morta com o cinto de segurança do carro dela. Já a contadora Edna Cordeiro foi estrangulada com um cabide que ela levava no carro para pendurar um casaco. Todas sofreram violência sexual e tiveram apenas os telefones celulares roubados.

Além das três vítimas que foram comprovadamente mortas pelo mesmo homem, a polícia investiga se outras duas mulheres também foram alvos do suspeito.

A comerciante Ádina Feitor Porto, 34 anos, foi encontrada morta em uma mata de Sarzedo, na região metropolitana de Belo Horizonte. O carro dela foi localizado abandonado na mata das Abóboras, em Contagem.

Já a estudante de Direito Natália Cristina de Almeida de Paiva, 27 anos, sumiu em outubro de 2009. O carro que ela dirigia foi encontrado com marcas de batida no Barreiro, próximo ao bairro Industrial e a ossada localizada na mata do bairro Belvedere 2, em Ribeirão das Neves.

Por uma falha de comunicação entre o IML e a Delegacia de Neves, Natália foi enterrada como indigente e só identificada após a exumação dos restos mortais, quatro meses depois da localização da ossada.

As duas famílias, de Ádina e Natália, foram informadas pela polícia de que elas podem ter sido também vítimas do suspeito devido às características do sumiço e da forma como ele age.

Todas as vítimas são mulheres maduras, independentes financeiramente e foram abordadas quando voltavam para casa de carro próprio. Elas ainda têm feições parecidas (morenas claras, cabelos negros abaixo do ombro) e carreira profissional definida: três comerciantes, uma contadora e uma estudante de direito.

Redação Terra