O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Mariano Alonso Ribeiro Travassos, informou que pretende recorrer da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou nesta terça-feira sua aposentadoria compulsória por desvio de recursos em benefício de uma loja maçônica, em Cuiabá. Travassos e outros nove magistrados são acusados de repassar recursos pagos pelo TJ-MT para a cooperativa de crédito da Loja Maçônica Grande Oritente, que acumulava uma dívida de R$ 1,074 milhão.
Segundo o CNJ, o desembargador José Ferreira Leite, presidente do TJ-MT entre 2003 e 2005, determinou o pagamento de créditos em atraso a magistrados, mas, em vez de atender aos critérios que contemplariam os 357 juízes do Estado, os recursos eram distribuídos prioritariamente aos escolhidos por Ferreira Leite.
Em nota divulgada pela assessoria do TJ-MT, o desembargador Ribeiro Travassos sustenta que o julgamento "fugiu aos limites jurídicos para assumir condenável contorno político". "Reiterou o presidente do TJ-MT que não faz parte da maçonaria, não repassou qualquer valor recebido para instituição a qualquer título, lembrando ainda que à época dos fatos ocupava o cargo de corregedor-geral da Justiça e, como tal, não lhe competia a função de autorizar, determinar ou fiscalizar quaisquer pagamentos por não ser ordenador de despesas", diz a nota.
- Agência Brasil


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