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 Médicos são condenados por danos em cirurgia plástica no Rio
12 de fevereiro de 2010 02h51

A juíza Márcia Santos Capanema, da 7ª Vara Cível, condenou os médicos Fernando Celso Gonçalves de Carvalho e Waldyr de Mansilha Ceciliano a ressarcirem por danos morais e materiais três mulheres que, submetidas a procedimentos estéticos, sofreram danos irreparáveis no corpo. Cada uma vai receber R$ 50 mil e pensão de um salário mínimo.

As três foram submetidas às intervenções em 2004, mas, no lugar da tão desejada nova aparência, ficaram nódulos e manchas escuras. As lesões foram provocadas por erro na aplicação de polimetilmetacrilato, mais conhecido como Metacril, produto usado como modelador corporal em preenchimento cutâneo. Os médicos eram proprietários de clínica de estética, no centro, sem autorização para o procedimento.

"Já saí de lá com febre, mas os médicos disseram que era alergia. Passei 40 dias com infecção e sem poder andar. Depois tive problemas de circulação e depressão. Até hoje tenho vergonha de mostrar minhas pernas", lamentou a aposentada Márcia Stella de Figueiredo, 57 anos.

As outras duas vítimas tiveram lesões no queixo, pernas e glúteo. As sequelas são permanentes e não há tratamento. Na decisão, a magistrada alegou que as três "foram atraídas pela intensa propaganda enganosa patrocinada pelos médicos". Segundo o advogado das vítimas, Leonardo Amarantes, os dois médicos também são acusados de terem lesionado, no mesmo dia, mais quatro mulheres.

O Metacril, derivado do petróleo, é um preenchedor definitivo. Por não ser reabsorvido pelo organismo, é muito usado para alterar o contorno corporal. Mas é nocivo ao organismo caso entre em contato com a corrente sanguínea.

O Dia
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